Férias no litoral
Após vários anos ficando em casa nas férias, finalmente viajamos para passar alguns dias no litoral e conhecer as colônias do clube no Paraná e Santa Catarina.
A ideia inicial era ficar em Curitiba, mas pra variar, a rede hoteleira estava cheia e não gostamos do único que tinha vagas.
Consegui reservar de improviso na colônia de Matinhos e encontramos vaga em um hotel para o resto da noite que tínhamos que passar até a liberação da entrada.
O hotel assim como a cidade de Matinhos é bem simples, antigo e com instalações que parecem improvisadas.
Dormimos em um quarto ao lado do estacionamento, claramente adaptado de prováveis vagas para carros.
O café da manhã era servido no segundo andar e como estou com o joelho incomodando, as meninas trouxeram umas porções pra eu comer no apartamento.
Saímos do hotel e fomos dar uma volta na cidade, enquanto aguardávamos a liberação do apartamento na colônia.
Tem várias praias nos poucos quilômetros de litoral leste, mas com boa aparência e obras inacabadas de mirantes em pedra que parecem ser padrões nessa região, pois são iguais aos que vimos há alguns anos em Camboriú.
O alargamento da faixa de areia é outra constante, as praias têm areias e águas escuras, com várias instalações clandestinas de esgoto e fortes ondas que levantam bandeiras vermelhas em vários pontos, indicando a proibição do banho de mar.
O apartamento do clube é pequeno, com móveis e aparência simples, mas novas.
São blocos de dois pisos, com vários apartamentos em cada e estacionamento na parte de trás.
A colônia estava bem vazia, o final da temporada deixou apenas alguns visitantes atrasados como nós.
O restaurante interno estava fechando, mas já não atendia, pois estavam limpando para fechar as portas durante as férias coletivas.
A piscina tem bom tamanho, a escada em alumínio para entrar na água foi a melhor solução que encontrei para a dificuldade de locomoção, mas as águas estavam frias e a piscina bem rasa, se não me engano com um metro e vinte de profundidade.
As praias não são distantes, dá pra caminhar até lá, mas eu estava cansado e fiquei dormindo no apartamento.
O comércio local é bem concentrado em algumas ruas, mas não encontramos nada interessante.
Almoçamos o barreado, prato típico em um restaurante tradicional.
Logo tínhamos que voltar a pior parte das férias, que é a viagem nas estradas movimentadas e perigosas do Paraná e Santa Catarina.
Notadamente, o trecho em Santa Catarina é melhor, mais plano e reto, com duas pistas separadas na maior parte do trajeto.
Mesmo assim, o perigo é constante, com tráfego pesado de caminhões carregados e motoristas apressados.
Demoramos muito nesse pequeno trajeto, fizemos várias paradas, para lanchar e esticar um pouco as pernas, mas também devido ao movimento.
Chegamos em Florianópolis, já no horário de encerramento do expediente de trabalho e as ruas estavam bem movimentadas.
A colônia é bem diferente, com jeito de Resort de luxo, auxiliada pela localização pé na areia de uma das maravilhosas praias da Ilha da Magia.
O apartamento não é grande, mas bem decorado e com soluções muito inteligentes, móveis e equipamentos de primeira linha.
As grandes paredes envidraçadas com vista para as piscinas e a praia maravilham todos os sentidos.
A brisa marinha, o cheiro de mar, o som das ondas quebrando na praia, o vislumbre na escuridão da natureza em seus contornos perfeitos, revelados na manhã seguinte em uma alvorada deslumbrante.
As instalações são excelentes, temos uma vasta área compartilhada com churrasqueiras, fogões e fornos industriais, aparelhos de televisão e várias mesas e cadeiras embaixo da grande cobertura em madeira e telhas.
As piscinas são bem cuidadas, mas com a proximidade da areia, localização na ilha, percebemos que a água é salobra e encontramos grãos de areia no fundo.
A maior tem tamanho olímpico e profundidades variáveis, com 1m40 até 1m80.
Os oito dias foram poucos para a quantidade e qualidade das praias, visitamos várias, uma mais linda que a outra, nomeando algumas:
Jurerê, Ingleses, Canasvieiras, Santinho, Daniela, Campeche...
Santo Antônio de Lisboa virou o paraíso das ostras, mas é um prato fino demais pro meu paladar.
Desta vez, explorei mais um pouco e fomos até Sambaqui.
Para equilibrar os gastos, cozinhamos no apartamento e saímos pra comer poucas vezes.
Gostaria de experimentar novamente a sequencia de camarões, mas os valores estavam acima do considerável e ficou pra outra vida.
Alguns passeios também foram bloqueados pelos valores, para conhecer a ilha do Campeche, o transporte em canoas estava bem alto e desistimos.
A maioria das praias tem uma área verde para proteger o acesso e esconde a vista da praia.
São poucos metros, em uma vegetação densa e fechada com árvores ou em morros de areia.
Surpreendentemente, as águas estavam com boa temperatura, agradáveis para o banho, traindo minhas lembranças do frio que ficava logo abaixo da superfície.
Apenas no Santinho estavam frias dessa vez.
O transito torna as distâncias maiores, mas a grandiosidade da natureza compensa o trajeto.
O tempo passou rápido e a viagem de volta foi pior, com mais transito ainda e congestionamentos logo na saída.
A vontade era passar em Curitiba na volta, mas descobrimos que Olivia Rodrigo tinha parado a cidade e bloqueado várias vias devido ao seu show no Estádio Couto Pereira.
Seguimos viagem para chegar em Londrina já de madrugada, muito cansados, mas com lembranças muito boas dos dias no litoral.

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